segunda-feira, 20 de abril de 2009

Reveja suas atitudes


Veja algumas dicas simples de como você pode colaborar para não lançarmuitos gases causadores do efeito estufa na atmosfera.

Carne:
  • Pergunte ao seu açogueiro ou ao supermercado que freqüenta deonde vem a carne que você compra.
  • Cerca de 70% das áreas desmatadassão para abertura de novaspastagens. O desmatamento é o principalresponsável por nossas emissões de gases causadores do efeito estufa.
Madeira:
  • Procure sempre o selo FSC. O selo é a garantia de que a madeirafoi retirada corretamente.
  • O desmatamento é o principal responsávelpor nossas emissões de gases causadores do efeito estufa.
  • Quanto mais incentivamos o manejo sustentável, menores serão os incentivos paradesmatar completamente determinadas áreas.
Transporte:

  • Prefira o transporte público. Além de ser menos poluente, vocêevitará parte do estresse do dia-a-dia;
  • Use bicicleta ou caminhe sempre que possível. É saudável e vocêestará contribuindo para um planeta mais limpo;
  • Se não houver ciclovias, fale com seus representantes políticospara que as construam;
    Para viagens curtas a trabalho ou de turismo, prefira o ônibus.
Carro:

  • Faça sempre uma revisão. Além de evitar possíveis dores decabeça, um carro que funciona corretamente consome menos combustível emenos gases causadores do efeito estufa;
  • Calibre bem os pneus do seu carro. Os pneus bem calibrados evitamum consumo excessivo de gasolina e dão mais segurança;
  • Ao comprar, dê preferência aos veículos flex e que sejam mais econômicos;
  • Se puder, abasteça com álcool e não com gasolina.
Em casa:

  • Procure sempre comprar aparelhos eficientes em consumo de eletricidade;
  • Desligue as luzes dos ambientes não utilizados;
  • Retire das tomadas os aparelhos em stand-by (os que ficam com asluzinhas vermelhas acesas);
  • Instale painéis solares para aquecer a água. A longo prazo, vocêpoupará energia e dinheiro;
  • Desligue o chuveiro quando estiver se ensaboando.
No trabalho:

  • Verifique se as luzes estão desligadas ao sair;
  • Seja ativo: forme uma comissão para verificar como a empresa podegastar menos energia;
  • Mantenha os aparelhos de ar condicionado a 25o C;
  • Verifique se os aparelhos de ar condicionado estão na sombra.Eles consomem 5% menos se não estiverem no sol.

    Se cada um fizer sua parte e divulgar essas dicas, pode ser que consigamos reverter o assustador quadro em que o nosso planeta se encontra hoje.



segunda-feira, 6 de abril de 2009

Reciclagem II - Papel

Você sabia que o papel demora de três a seis meses para se decompor?

A BioTAV irá retomar a sequência de postagens que falará sobre reciclagem. Hoje vamos falar sobre a importância do papel. Atualmente no Brasil são reciclados 38% de papel e 60% de papelão produzidos.
Existem muitos tipos de papeis que podem ser reciclados: jornais, revistas, folhas usadas e de rascunho, cartões, envelopes, papel de computador, papelão. Mas existem alguns que não podem ser reciclados, como o papel higiênico, papéis plastificados ou metalizados, caixa de leite. O papel é fabricado a partir da matéria - prima chamada celulose, que é produzida pelas árvores.

Reciclar papel

É todo o reaproveitamento e fabricação de papeis a partir de um papel já existente, o chamado papel não - funcional. Daí o fator mais importante: ao fabricar papel reciclado ajudamos a diminuir os problemas ambientais que a produção deste papel causa ao meio ambiente. Algumas curiosidades nos fazem entender melhor como atitudes, neste caso a reciclagem, podem mudar o atual cenário do meio ambiente em que vivemos.

Econômico, benéfico e social-Curiosidades:

1. A reciclagem do papel economiza matéria- prima (celulose);
2. 50 kg de papel evitam o corte de uma árvore de 7 anos;
3. Cada tonelada de papel reciclado pode substituir o plantio de até 350 m2 de monocultura de eucalipto;
4. Uma tonelada de papel reciclado economiza 20 mil litros de água e 1.200 litros de óleo combustível;
5. Catadores de papel e empregados de empresas de intermediação e recicladoras são os mais beneficiados socialmente, com o aumento da taxa de emprego gerada pela reciclagem
;


Falar em reciclagem não é algo tão simples quanto se pensa, porém, o papel da conscientização torna-se cada vez mais prazeroso. E por falar em papel, a palavra conscientizar ganhou conotações diferentes, menos a de que serve como alerta. As empresas caminham pelo lado do marketing, e é por aí que a parcela da conotação “responsabilidade” cai.
O trabalho de muitas Organizações Não Governamentais e outras instituições acaba sendo prejudicado, justamente pela imposição de “papéis” que são diretamente associados com coisas que destoam do trabalho sério e competente destas entidades


Texto: Mariana Aragão e Rafael Ferreira

sexta-feira, 3 de abril de 2009

O garoto do córrego



O menino que andava de roupas simples que lhe conferiam ar de despojado – calças largas e desbotadas, camisa surrada das diversas vezes que usara, o cabelo penteado conforme a brisa lhe soprava a testa e a nuca. Estevão era despreocupado, despretensioso para a sua pouca idade, os doze anos dava-lhe feições de gente que não tem sequer um caminho a seguir.

Em suas poucas saídas de casa, na periferia da cidade, Estevam era visto caminhando cabisbaixo chutando uma lata amassada de um pé para o outro, e lá ia ele com seus passos entremeados até a beirada do córrego. Nunca ninguém se perguntou o que aquele moleque ia fazer nos arredores do leito da única água que ainda passava transparente por ali. Mas as dúvidas sempre assolavam a muitos, amigos, vizinhos, conhecidos de vista.
- Será que esse menino não estuda? Murmurou um rapaz.
- Que nada... É vagabundo, vai ver foi mendigar por aí! Retrucava uma senhora de rosto pálido pela idade já avançada.

O que ninguém imaginava é que Estevão era até inteligente para a sua idade, fazia o que poucos jamais pensaram em parar para fazer. Não pedia nada aos pais, não reclamava se não sobrava tempo para a peregrinação de todos os dias até o córrego. E o que tinha naquele riozinho de corredeiras tão fracas, quase paradas? Tinha todo o mundo do garoto esquisito, a barragem que ele mesmo construiu com as pedras que costumava retirar debaixo d’ água, as madeiras de poltronas velhas do lixão que ali era amontoado, até uma pontezinha surgiu com o tempo.

Munido de uma peneira velha que achara no lixo, Estevão ia passando na superfície da água, como se peneirasse toda a sujeira que brotava. Dava farelo de pão aos únicos peixinhos miúdos que povoavam o fundo do córrego. Fez daquele lugar pouco visto pelas pessoas seu mundo, com o verde das árvores que aprendeu a cuidar com o avô no quintal de casa, a terra que o pai lhe ensinara a arar para servir de plantio, a água que já chegou a faltar em seu barraco, fazendo-lhe sentir falta de um banho por alguns dias.

Quando o dia amanheceu na velha periferia, dos muros pichados, do lixo espalhado, o nublado das nuvens cinzas dava forma ao céu, anunciando talvez um dos dias mais diferentes que a cidadela cercada de morros já teve. Gil o homem mal encarado da oficina que fazia esquina com a padaria do seu Tonico, e o pedreiro Beto que não tolerava um vento ao contrário no bairro, resolveram seguir e bisbilhotar a vida de Estevam.

Quando perceberam que o garoto ia tomado seus passos, na mesma peregrinação de sempre, a mesma direção, os mesmos lados, Gil e Beto começaram a persegui-lo.
- Ele não deve ir muito longe, está se preparando para ir aprontar mais uma no córrego aqui perto, hoje pegaremos ele no flagra! Ruminou Beto.
- Se eu pegar aquele frangote acabando com a imagem do nosso povoado, vou dar uma surra! Esbravejou Gil.

A hora passava como as gaivotas sobrevoando o céu daquele momento, anunciando que o perigo rondava por ali. Estevão continuava seus passos, assoviando e murmurando algumas poucas palavras.
- Hoje é dia de estar com a mamãe natureza....
E lá ia ele, pensando nas próximas tarefas, no bairro havia rumores de que aconteceria um súbito “apagão”, mas que, sobretudo seria realizado com a colaboração das pessoas espalhadas pelo país.
Pouco interessava apagar as luzes, ainda a no momento em que todos estão assistindo a futebol e novela na TV, seu Tião do empório com mais um de seus churrascos familiares, enfim, a comunidade da periferia daquela região iria fracassar. Mas Estevão não! Sempre precavido, carregava no bolso da mesma calça desbotada uma velha lanterna enferrujada. E lá ia ele debulhado em seus pensamentos “Natureza, não fica com medo, é só por alguns minutos!”.

Gil e Beto já bufavam querendo acabar logo com todo aquele ritual sem nenhum nexo para eles. Esgueirados atrás de uma das poucas palmeiras que ali habitavam, os dois rapazes observavam o momento certo. Ás oito e meia da noite em ponto, Estevão apagou as luzes da lanterna e proferiu um punhado de palavras. Os rapagões, doidos para desferir alguns golpes no garoto, começaram a desfazer os músculos, a afrouxar os dentes, foram compreendendo aos poucos o que estava acontecendo ali.

Uma barragem na caída do córrego segurava todo lixo que Gil, Beto e todo o povoado despejavam por ali, as raízes das árvores estavam todas enfeitadas com as únicas flores que ainda restavam, e o canto do garoto que vivia de conversas com aquela paisagem permanecia ali, intacto, sem nada que pudesse revelar o contrário. A luz da lanterna apagada simbolizava toda a garra e determinação do garoto Estevão, que debochava das coisas incertas da sua gente, mas desabrochava vida para um ser que nunca incomodou ninguém, nem quando brotou folha desbotada, quando a água secou e quando a terra dali não germinou mais.

domingo, 29 de março de 2009

Greenpeace- Arctic Sunrise

Sábado dia 28 de março de 2009 atracou no porto de Santos o navio Arctic Sunrise, que estava no Brasil como parte do esforço global da organização para salvar o clima. A expedição “Salvar o Planeta: É agora ou agora” teve início na Amazônia, passou por Manaus, Belém, Fortaleza , Recife, Salvador, Rio de Janeiro e Santos.Segundo definição do blog do Greenpeace-

A BioTAV esteve visitando antes de iniciarmos a abertura ao público da visitação, assistimos uma peça de teatro que falava sobre pesca livre que vem acontecendo de forma exagerada. Logo depois visitamos duas tendas, na primeira nos deparamos com dados alarmantes que nos fazem enxergar que já passou da hora de ajudarmos a salvar o planeta. Enquanto uma das voluntárias discursava, ela disse uma frase muito impactante, que agora já não adianta mais fazer apenas a nossa parte, temos que fazer a nossa parte e dos outros.

No navio ao entramos temos explicação sobre o Green, o funcionamento do navio e de como os trabalhos são realizados, mas o ponto alto é o vídeo que mostra as ações e manifestos já realizados, a emoção e a vontade de fazer a diferença e lutar pelas causas ambientais se aflora dentro de nós.
A principal mensagem que ficou é de que não existe mais tempo para não agir, a hora é agora, e como diz o próprio slogan da campanha do Greenpeace: Salvar o Planeta é agora ou agora.

Vamos todos ajudar a salvar o Planeta, nós da BioTAV apoiamos todas as iniciativas para que isso seja possível.



Créditos das fotos: Dayana Santos e Mariana Aragão



sexta-feira, 27 de março de 2009

Hora do Planeta

No dia 28 de março de 2009 , pela primeira vez o Brasil irá participar da Earth Hour, a Hora do Planeta. Promovida pela WWF-Brasil a Hora do Planeta é um ato simbólico de demonstração a preocupação com o aquecimento global e as mudanças Climáticas quem veem acontecendo ao redor do mundo nos últimos anos.
Para contribuir com o movimento basta o simples gesto de apagar as luzes por sessenta minutos entre ás 20h30 às 21h30 de sábado.



Pense nisso: O desmatamento das florestas Brasileiras – principalmente Amazônia e Cerrado – São responsáveis por 75% das emissões de CO2, o principal causador do aquecimento global.

Venha fazer parte dessa mobilização, o mundo precisa da sua ajuda...


Maiores formações: www.wwf.org.br/informacoes/horadoplaneta/

domingo, 10 de agosto de 2008

Reciclagem I



No Brasil cada habitante produz cerca de 1,25 Kg de lixo por dia, o reaproveitamento desse lixo permite que o mesmo volte a ser matéria prima .Porém precisamos entender que reciclagem não é a ÚNICA SOLUÇÃO e sim uma das ações que somadas podem ajudar o planeta.

A colaboração da população é importante e facilita o processo de reaproveitamento, o que diminui o acúmulo de dejetos que podem poluir o meio ambiente. Mas afinal o que é Lixo? Entende-se por lixo tudo aquilo que não serve mais e por isso jogamos fora, porém, alguns materiais podem ser reaproveitados por outras pessoas, então eles deixam de ser lixo e passam a ser materiais recicláveis.

O processo de reciclagem é composto por fases. A principal é a separação prévia dos materiais que recebe o nome de Coleta Seletiva, que ajuda no desenvolvimento e prática da cidadania, além de preservar os recursos naturais. A reciclagem de latinhas evita o dano ambiental causado pela extração de bauxita. Conservação do solo: os lixos recolhidos das grandes cidades são depositados em aterros sanitários, os solos recebem esse material e acabam sendo inutilizados. Economia de energia: cada latinha reutilizada gera uma economia equivalente ao consumo de uma TV ligada por três horas.

Que materiais podem ser separados? Materiais como papéis (cadernos, revistas, jornais, caixas, cartolinas e embalagens de leite longa vida), plásticos (frascos de xampu, detergentes, refrigerantes, sacolas, tampas e caixas de ovos), vidros (copos, garrafas e frascos em gerais) e metais (latas de alumínio e aço).

A BioTAV decidiu falar sobre RECICLAGEM, por isso vamos dedicar alguns posts a esse assunto, não perca o próximo post que irá explicar como reciclar e reaproveitar o papel.

Você sabia que...

Cinqüenta quilos de papel reciclado transformado em papel novo evitam que uma árvore seja cortada.

Fontes de pesquisa : Planeta Sustentável (www.planetasustentavel.com.br) e Site sobre reciclagem (www.compam.com.br)

Por: Mariana Aragão





sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Até 2014 tudo zero





A floresta amazônica começa a dar seus primeiros suspiros de alívio, mas vamos com calma e nada de exaltações. Na matéria publicada pelo site UOL, a coisa parece que começou a engrenar legal, a ligeira caída do desmatamento corresponde a quase uma cidade inteira do Rio de Janeiro, 20% parece não ser muito, mas todo começo é um começo, seja ele pequeno ou não.

O verde voltou a dar, ainda que literalmente, o ar de sua graça em 870 quilômetros dos 1.096 desmatados, ao qual apontava o mês anterior, uma senhora caminhada! Mas como eu havia dito no começo deste texto, seguremos um pouco ainda nossa onda, as taxas anuais de desmatamento também precisam descer do tamanco. Caberá ao governo dar uma mãozinha para aprimoramento dos programas e ações contra o desmatamento, mas nós também devemos caminhar nessa trajetória, mesmo que a longo prazo como dizem os especialistas, para mudarmos futuramente esta história.

O programa “Desmatamento Zero” do Instituto de Pesquisas Amazônicas (Ipam) prevê que até 2014 o índice de desmatamento florestal seja zero, isso mesmo, zero. Um belo golpe no maior inimigo do nosso verde e de todo o planeta. Mas há um preço a se pagar por essa verdadeira “batalha”, em cifras mesmo, ou melhor, em dólares, bem ao pé do significado da frase. A sacudida no bolso dos cofres governamentais terá que ser de aproximadamente cinco bilhões, não você não leu errado, caro leitor. O valor é aproximado mesmo porque existe a possibilidade de se fazer necessário mais dinheiro, e novamente nada de exaltações, os especialistas garantem mesmo assim que o valor não é astronômico, pois, será tudo revertido em dez anos.

Para fecharmos nossa conversa, as principais armas do tão comentado programa serão os mecanismos que valorizem a nossa floresta amazônica. Desmatamento é como incêndio, em grande parte não se consegue recuperar o que foi destruído.