quinta-feira, 14 de junho de 2012

Universo luminoso

As velhas lâmpadas incandescentes estão com os dias contados. Em seu lugar, surgem novos tipos mais eficientes e econômicos. Fique por dentro dos prós e dos contras de cada modelo e faça a escolha certa


É bem provável que em sua casa exista mais de um tipo de lâmpada. Desde o apagão, em 2001, fontes de luz mais econômicas como as halógenas, as fluorescentes e, recentemente, as de LED viraram visitantes permanentes de espaços íntimos da morada, das áreas externas e dos escritórios. Se num primeiro momento a busca por novas formas de iluminar a casa foi uma alternativa para diminuir a conta no fim do mês ou reduzir a onda de desperdícios, em 2016, isso se tornará lei.

A partir deste ano, a comercialização e a fabricação das lâmpadas incandescentes comuns, que não atingirem o mínimo de eficiência exigida pelo governo, serão proibidas no Brasil. A ideia é reduzir a zero a utilização das "amarelinhas", ao menos no uso doméstico, uma vez que elas ainda são maioria nas residências do país. "Mesmo com uma maior conscientização por parte do consumidor desde a crise energética, cerca de 300 milhões de lâmpadas comuns ainda são comercializadas no país", diz Isac Roizenblatt, diretor técnico da Associação Brasileira da Indústria de Iluminação (Abilux). Ou seja: o baixo custo e a boa luminosidade desse tipo de lâmpada ainda pesam na decisão de compra. Porém, como veremos adiante, sua durabilidade é baixíssima e a energia gasta é elevada ¿ mau para o bolso e para o planeta que precisa produzir mais energia para suprir a demanda.

Mas, a ideia não é somente adotar as versões econômicas que, nem sempre, trazem o conforto e o aconchego emitidos pela luminosidade das amarelas. É preciso conhecer as características de cada modelo, para então decidir pela melhor opção. "É importante fazer um planejamento e avaliar o local que será iluminado", explica Adriana Fernandes, coordenadora do departamento de designer da loja La Lampe, em São Paulo. O ideal é mesclar luzes e tipos diferentes, tendo a consciência de que não há uma única melhor em todos os sentidos, pois cada espaço tem uma demanda diferente de iluminação.

CADA UMA NO SEU QUADRADO 

Além da economia, é claro, um importante aspecto que deve ser levado em conta na hora de comprar uma lâmpada são as alternativas de reciclagem disponíveis no mercado. "Por serem compostas basicamente de alumínio e vidro, as incandescentes devem ser descartadas preferencialmente como material reciclável", orienta Eduardo Sebben, diretor superintendente da Apliquim Recicle Brasil, empresa especializada em descontaminação e reciclagem de lâmpadas. Como ainda não existem procedimentos e tecnologia específicos para o descarte das lâmpadas de LED, elas devem ser descartadas como lixo eletrônico, pois contêm diversos componentes eletrônicos.

O maior problema reside nas lâmpadas fluorescentes, cujo uso tem crescido ano a ano e que podem oferecer danos à nossa saúde e ao meio ambiente. "O mercúrio inorgânico presente nessas lâmpadas não está em sua forma mais tóxica, mas em contato com o meio ambiente (aterros e lixões) pode se transformar na forma orgânica contaminando o solo e os lençóis freáticos", explica Bruno Carneiro, engenheiro químico do Departamento de Meio Ambiente do Instituto de Pesquisa Evandro Chagas, no Pará. Segundo ele, esse mercúrio orgânico chega a nós por meio dos alimentos (em especial os peixes) podendo, em excesso, causar doenças relacionadas ao sistema nervoso central.

Não é à toa que o descarte correto é um dos itens importantes da chamada logística reversa obrigatória, que faz parte da Política Nacional de Resíduos Sólidos, aprovada em 2010. Nela, o fabricante, o distribuidor e o importador do produto são responsáveis por recolher e destinar o material usado para as empresas de reciclagem.

A forma como será feito todo esse trabalho ainda está em estudo. "A previsão é de que no futuro haja pontos de coleta para facilitar o descarte das lâmpadas, e esse custo extra da coleta esteja embutido no preço final do produto, o que hoje ainda não ocorre", informa Isac Roizenblatt, diretor técnico da Abilux. Mas, se quiser ajudar, você pode separar essas lâmpadas e procurar os pontos que recebem esse material voluntariamente. "Supermercados, shoppings, lojas de construção e empresas de reciclagem e descontaminação oferecem esse serviço, mas é preciso se informar e ver se há essa possibilidade", sugere Zilda Maria Faria Veloso, gerente do Departamento de Resíduos Perigosos do Ministério do Meio Ambiente (MMA).

FIQUE DE OLHO 

Para saber a eficiência energética de cada modelo (boa luminosidade, qualidade do produto e baixo gasto energético), o Inmetro criou a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (Ence) para lâmpadas incandescentes comuns e halógenas, e para fluorescentes compactas. A etiqueta possui sete classes de eficiência, que vai de "A" (a mais eficiente) a "G" (a menos eficiente). Por exemplo, as fluorescentes compactas geralmente são "A" e "B", as incandescentes são classificadas de "D" a "G" e as "C" são as halógenas. Já as fluorescentes tubulares e as LED devem estar regularizadas e etiquetadas a partir de 2013.

Fonte: Marcos Borges, responsável pelo Programa Brasileiro de Etiquetagem, do Inmetro.

UMA LÂMPADA PARA CADA NECESSIDADE

Comum
Como ela é: possui um filamento de tungstênio que, ao ser aquecido pela corrente elétrica, transforma energia em luz e calor. O problema é que apenas cerca de 6% a 8% são transformados em luminosidade - o restante é dissipado na forma de calor. Isso faz com que haja um gasto energético desnecessário, encarecendo a conta no fim do mês. Entre todos os tipos é o que dura menos, cerca de nove meses (ou 750 horas). Seu Índice de Reprodução de Cor (IRC) é 100%, ou seja, os objetos iluminados por ela se aproximam bastante de sua cor natural, e o tom da luz é amarelado. É a mais barata à venda no mercado.

Halógenas
Como ela é: tem o mesmo princípio de funcionamento da incandescente comum. Ela também possui filamento e ainda gás halógeno - composto de iodo e bromo - que faz com que sua vida útil gire em torno de dois anos (ou 2.000 horas), bem mais do que a da incandescente comum. A conversão da energia em luz varia de 10% a 12%. A qualidade da iluminação é similar à da comum tanto no que diz respeito ao IRC quanto ao tom da luz, chamada pelos especialistas de temperatura da cor.
Na decoração: por emitir uma intensidade de luz bastante agradável tanto a incandescente comum quanto a halógena são indicadas para locais como salas de estar, quartos, home theaters. Além disso, como tem bom IRC, deve ser usada em locais onde precisamos enxergar as coisas nas cores originais, tais como espelho de banheiro (para maquiagem), salas (especialmente os locais de refeições), quartos, closets (para escolher a roupa certa) e assim por diante. A lâmpada halógena está disponível com diferentes refletores acoplados que proporcionam iluminação com foco dirigido ideal para destacar quadros, objetos e coleções.

Fluorescente

Como ela é: a maior parte da luminosidade dessa lâmpada vem de uma reação química dos gases mercúrio e argônio, contidos em seu interior, e não da corrente elétrica. Resultado: menos gasto de energia e conta mais barata. Nessa categoria existem dois tipos: a compacta que, em uma residência, dura em média de seis a 12 anos, e a tubular que dura de sete a 15 anos. O IRC varia de 65% a 90% e pode ser encontrado com temperaturas de cor amarelo suave e azul. Hoje em dia, a oferta de lâmpadas de qualidade aumentou muito, se comparada ao início de sua inserção no país.
Na decoração: por ser uma lâmpada econômica e eficiente, é perfeita para locais em que seja necessária muita luz geral e para espaços que demandem iluminação constante, como cozinhas, banheiros, áreas de serviço, garagens e corredores. Como não possuem um bom IRC, os objetos iluminados tendem a ficar com uma aparência mais "artificial". Na cozinha, lâmpadas desse tipo podem ser usadas desde que não sejam colocadas sobre locais como pia e fogão, em que os alimentos são manipulados. Nesses casos, fique com a incandescente comum ou a halógena, que realçam a cor natural do objeto iluminado.

Lâmpada LED (Diodo Emissor de Luz)
Como ela é: dentre todas é a que possui tecnologia mais eficiente. Isso se traduz numa maior durabilidade (algumas podem chegar a até 50 anos ou 50.000 horas), economia e luminosidade. Em contrapartida, é uma das mais caras do mercado, seu IRC não é bom (comparado ao das outras) e, no Brasil, está disponível apenas na temperatura de cor azulada, ou seja, mais fria. O funcionamento dessa lâmpada é complexo e totalmente diferente do dos outros tipos: a luz é resultante de uma reação energética desencadeada por elétrons (cargas negativas).
Na decoração: é perfeita para locais em que é necessária uma grande economia de energia, para áreas que precisam de um "ponto" de luz, como corredores, escadas, prateleiras pequenas, jardins ou pontos de destaque que ficam acesos a noite inteira. Outra vantagem é a possibilidade da troca dinâmica de cores, usada com frequência na cromoterapia e em salões de festa. Além do uso doméstico, são ideais para iluminação de ruas e avenidas.

Fontes: Adriana Fernandes, coordenadora do Departamento de Designer de La Lampe, de São Paulo; César Pagan, chefe do Departamento de Máquinas, Componentes e Sistemas Inteligentes, da Faculdade de Engenharia Elétrica e da Computação, da Unicamp; e Isac Roizenblatt, diretor técnico da Abilux e Fonte: Planeta Sustentável

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Diversão verde

Suspensas a 30 centímetros do chão, três plataformas aguardam a chegada dos visitantes. Elas lembram uma gangorra, com as extremidades oscilando de um lado ao outro, presas apenas por um eixo central. A cada movimento que a pessoa faz, na tentativa de se manter de pé sobre a prancha, imagens geradas por projetores aparecem nas paredes, graças à conexão com iPads. O toque futurista revela que não se trata de um simples passatempo de criança - se bem que os pequenos vão adorar. Essa, na verdade, é a primeira atração da exposição Meu Meio, em cartaz a partir do próximo dia 13, quando será reaberto o Museu do Meio Ambiente. Às vésperas da conferência mundial Rio+20, a volta do funcionamento do espaço e a mensagem subliminar por trás das brincadeiras não poderiam ser mais apropriadas. "Foram gastos mais de 5 milhões de reais para criar um ambiente em que as pessoas possam compreender a ação da humanidade e seu impacto no planeta. Esse conteúdo será mostrado em diferentes plataformas e com muita interatividade", diz o presidente do museu, o sociólogo Liszt Vieira. 

Veja como ficará o Novo Museu do Meio Ambiente após a reforma que custou 5 milhões de reais

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Limonada Moda Customizada

A bolsa é feita com calça jeans reaproveitadas e o colar é feito com tecidos e brincos reaproveitados, bacana né?

É muito bacana ver como os produtos sustentáveis estão evoluindo no Brasil. O paradigma de que os produtos feitos com materiais de baixo impacto ambiental ou reaproveitados são de má qualidade está sendo dizimado pela critiavidade e iniciativa de designers que criam produtos estilosos, acessíveis e com muita qualidade.

Janaina Ramos é uma destas pessoas, ela fundou a Limonada Moda Customizada marca que produz lindíssimas bolsas, ecobags, cadernos e acessórios sustentáveis. A marca utiliza em suas peças tecidos reaproveitados e todo o trabalho é desenvolvido dentro do conceito do comércio solidário. Conheça algumas peças:



A bolsa modelo “Gold” da foto acima foi feita com o reaproveitamento de uma calça jeans. O bacana é que cada peça é única e a designer trabalha inspirada pelo material que irá reaproveitar e o resultado é super interessante e bonito.

A ecobag estilizada a da foto acima é feita com o reaproveitamento de lona e estampada com tinta a base de água. O charmoso caderninho é feito com capa de calça jeans reaproveitadas.

Os produtos da Limonada Moda são lindos e sustentáveis vale a pena visitar o Site da marca e conhecer todos os produtos é só clicar aqui e se encantar.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Desligue seu Computador!




Você já deve ter ouvido o seguinte: ligar e desligar o computador (notebook, netbook e etc…) todo dia pode ocasionar mau funcionamento. Pois é, isso é mais uma lenda urbana.
Alguns equipamentos, como aqueles usados por empresas de Telecomunicações realmente apresentam problemas se foram desligados todo dia, isso porque em uma empresa desse tipo, tudo é feito e pensado para ficar online 24 horas por dia. Os equipamentos são fabricados para esse fim.
Já nossos computadores podem e devem ser desligados todas as noites.
Estudos mostram que um computador de escritório que fica ligado todo dia durante um ano consome 1.000 kilowatts/ano, isso mesmo mil, ainda tem mais, o consumo dessa energia toda gera 1 tonelada de emissão de CO2/ano.
Agora o simples ato de desligar o computador toda noite, após seu expediente de trabalho baixa o consumo para 250 kilowatts/ano, a mesma economia vale para as emissões de CO2 e conta de luz.


Ah sim, nós economizamos dinheiro com isso. Vejo o custo deixando o computador ligado o ano todo e desligando no periodo de inatividade:
Computador ligado o ano todo: 1.000 kilowatts/ano x R$ 0,32 = R$ 328,83
Computador ligado 8 horas/dia em um ano: 250 kilowatts/ano x R$ 0,32 = R$ 82,20
A economia chega a 75%. Fazendo isso vai sobrar dinheiro para engordar a conta da poupança e não a conta da cia de energia elétrica.
Você é uma pessoa consciente, certo? Foi o que eu achei!
Então vá além, desligue seu computador sempre que for sair para reuniões, intervalos e almoços que demorem mais de 30 minutos e terá um resultado muito, muito melhor tanto na economia de energia quanto na emissão de CO2.
Fontes: Tenbrazzis / Tarifas CPFL /coletivo verde

quarta-feira, 6 de junho de 2012

10 dicas para deixar o seu armário “verde”


1. Planeje antes de comprar
Abandone as compras por impulso. Analise bem se aquela roupa ou acessório servem para você ou  se é só uma vontade passageira. Assim você evita perder dinheiro e espaço em seu armário.
2. Ame suas roupas
Cuide-as com carinho.  ‘Acidentes’ domésticos provocam pequenos desastres como manchas ou tecidos queimados. Se cair um botão ou tiver que ajustar um pouco, procure uma costureira e veja se há como reparar. Para os mais empolgados, é uma boa hora para aprender a lidar com linhas e agulhas.
3. Evite lavagem a seco
Máquinas de lavagem a seco usam tetrachloroethylene, uma substância cancerígena. Procure lavanderias que trabalhem com “wet cleaning” ou CO2 líquido. Muitas peças que antes eram lavadas a seco já podem ser lavadas a mão, especialmente as de seda, lã e linho. Fique de olho nas etiquetas. Se você preferir recorte as orientações e  cole em um pequeno caderno ou guarde em uma caixinha para conferir quando precisar.
4. Compre peças antigas ou usadas
Use a criatividade e tenha um estilo próprio. Busque em bazares, feirinhas, brechós,  troca de roupas  entre amigas. Vale tudo. Se tiver roupas ‘herdadas’ que possam ser interessantes, aposte. Acessórios antigos sempre funcionam Tenha cuidado para ver se tudo está ok. Peças antigas ou usadas podem estar danificada pelo tempo ou pelo uso. Dependendo, uma reforma resolve e ainda sobra espaço para uma boa customizada.
5. Lave bem
Tenha cuidado para não desperdiçar energia. Junte bastante roupa antes de lavar, para economizar na água, luz e sabão. Procure usar a temperatura mais baixa possível. Opte por alternativas naturais na remoção de manchas nos tecidos e produtos que sejam livre de fosfato e biodegradáveis. Se estiver procurando por uma lavadora nova, verifique se possui selo de economia energética ( no Brasil, do Inmetro). A mesma dica vale para os ferros elétricos.
6. Vista orgânicos e tecidos com material reaproveitado
Os tecidos orgânicos e os desenvolvidos com materiais reaproveitados chegaram para ficar. Na opção do orgânico é possível escolher desde o algodão até a seda, certifique-se de que possui selo de autenticação (que identifica se a produção realmente é feita sem agrotóxicos). Os tecidos com materiais reaproveitados como o tecido PET são uma inteligente opção, fomentam o reaproveitamento de materiais como as garrafas pets e agregam ativos ambientais para a peça.
7. Encontre uma nova utilidade
Reciclar não é somente reaproveitar. Seja criativo, inspire-se no mundo a sua volta e aproveite o que já existe para reinventar. A proposta está sendo cada vez mais abraçada por estilistas internacionais – chegando a ser desafio até mesmo para o pessoal do Project Runaway. Observe aquelas roupas e acessórios antigos e descubra potenciais fashion adormecidos. Caso não agrade a idéia, reúna o que não precisa mais e leve a entidades carentes. Se nós não encontramos novidade, outros encontrarão.
8. Investigue as origens
Nesse boom de novos tecidos, desconfie do mote ecológico. Como tudo na vida, o que aparentemente poderia ser a solução, pode ser um problema. Mantenha-se informado, converse com os donos de lojas e das marcas e faça escolhas conscientes.
9. Escolha roupas éticas
Muitas empresas, além de cuidarem da natureza, investem em sustentabilidade e responsabilidade social. Valorize e incentive esse tipo de ação. Procure saber onde ficam as fábricas das empresas que você compra. Muitas multinacionais utilizam abordagens de mercado que incluem maximizar o lucro e deixar de lado preocupações humanitárias, como a luta pelo fim da exploração de mão-de-obra infantil e escravidão (problemas comuns em países latinos, asiáticos e africanos).
10. Não desperdice
Não é porque aquele vestido não está na próxima tendência que ele merece ir pro lixo. Se for algo que de-jeito-nenhum-você-usará-novamente, venda, troque, doe. Há muita gente no mundo precisando de ajuda. Fique informado sobre ONGs e entidades que prestam auxílio a pessoas necessitadas. Colabore com movimentos de apoio a vítimas de catástrofes climáticas (como enchentes e tempestades). É uma maneira de amenizar as conseqüências do aquecimento global e motivar uma mudança.

Dicas retiradas do ótimo Eco Trends & Tips e editadas com novas informações.