terça-feira, 4 de outubro de 2011

Recicl@tesc – Projeto brasileiro promove a reciclagem e a reutilização de computadores


O relatório de 2009 do UNEP (United Nations Environmental Programme) intitulado “Recycling – from E-waste to resources” (Reciclagem – de lixo eletrônico a recurso) não deixa dúvidas quanto à gravidade que o problema do descarte massivo de dispositivos eletrônicos, entre os quais computadores e seus acessórios, poderá adquirir nos próximos anos. Com base nos levantamentos efetuados, estima-se que a geração de resíduos eletrônicos já supere em três vezes aquela de outros tipos de lixo. Entre as causas desse fenômeno despontam a obsolescência dos equipamentos novos, os custos de manutenção e a pressão mediática para substituir aparelhos que, embora perfeitamente funcionais, passam a ser vistos como calhambeques.
Não obstante a Política Nacional de Resíduos Sólidos, sancionada no ano passado, proíba o descarte de eletrônicos em áreas ambientalmente vulneráveis e comprometa os fabricantes a recolher os produtos descartados pelos consumidores, e a encontrar soluções ambientalmente corretas para a sua disposição final, ainda são poucas as empresas e organizações que se profissionalizaram na reciclagem deste tipo de resíduos.



O resultado é que o grosso dos equipamentos eletrônicos inutilizados acaba em lixões e aterros, quando não é recolhido em “ferro-velhos”, nos quais se procede – em condições de trabalho precárias – à separação dos componentes que seguem na direção da China e da Índia, principais importadores do chamado e-lixo. Neste caso, aos acidentes e riscos ambientais no trabalho de triagem dos materiais reaproveitáveis somam-se os impactos ambientais causados pela contaminação da água por metais tóxicos (entre os quais chumbo, cádmio, cromo e mercúrio) provenientes da lixiviação dos componentes eletrônicos.

Projeto Recicl@tesc: Se é possível reciclar, pra que jogar?



É justamente nesse quadro, alarmante e desalentador para muitos, que se inspira o projeto Recicl@tesc (Reciclagem Tecnológica de São Carlos), cujos criadores apostam na possibilidade de fazer da crise e do desafio uma oportunidade.

Iniciado em 2009 a partir de uma parceria entre pesquisadores da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC-USP), a Rede Social de São Carlos (programa para o desenvolvimento social promovido pelo SENAC), o Nosso Lar (instituição de atendimento a crianças e adolescentes sem fins lucrativos) e a Prefeitura Municipal, o projeto desenvolve-se em duas frentes principais: a remanufatura de computadores obsoletos para posterior venda ou doação a escolas e organizações sociais, e a capacitação de pessoal especializado em montagem e manutenção de computadores (entre outras funções inerentes à remanufatura).


Com isto, o projeto propõe-se a responder simultaneamente a demandas emergentes como a proteção ambiental, a formação profissional e a inclusão digital, visando o horizonte da sustentabilidade.
Infelizmente, nem sempre é possível restaurar os equipamentos doados ao projeto Recicl@tesc.

Neste caso, após “desmanufaturar” os computadores, ou seja, desmontá-los e separar suas peças, estas são vendidas a firmas especializadas (e devidamente certificadas) que se ocupam da extração e recuperação de materiais, entre os quais metais preciosos como o ouro, a prata e o cobre. Realizado de acordo com tecnologias compatíveis com os princípios da sustentabilidade, este processo também promove a economia de recursos, além de poupar os custos socioambientais decorrentes da extração dos minérios diretamente da natureza.


Atualmente, o Recicl@tesc vem buscando maior projeção no mercado regional da reciclagem de computadores, com a finalidade de garantir a sustentabilidade financeira do projeto e de fortalecer suas funções socioambientais.

 Pelo link www.reciclatesc.org.br, os leitores e potenciais doadores podem acessar o ambiente do projeto e encontrar informações valiosas sobre as atividades desenvolvidas, os postos de coleta e o regulamento para a doação de equipamentos.
fonte: coletivo verdeRelated Posts with Thumbnails

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Mesas feitas com a reutilização de quadras poliesportivas



Quer trazer um pouco mais de esporte para seu escritório? Que tal trazer a quadra poliesportiva?

A empresa de design Mirato fez exatamente isto, ela criou uma mesa utilizando o piso de quadras poliesportivas como matéria prima. Reutilizando o piso gasto de antigas quadras a empresa faz o tratamento e o polimento do material e o transforma em chapas para a construção das mesas.
O resultado visual é surpreendente! Além de ser sustentável e bonita a mesa também é super prática, com espaço interno para guardar cabos.






Bacana demais né?

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Fonte: Coletivo Verde

domingo, 25 de setembro de 2011

JOVENS DE ATITUDE



Site:www.atribuna.com.br/campus

Oquê: ONG BioTAV

Quem faz:Mariana Aragão e Gabriela Rodrigues dos Santos,
ambas de 22anos

Objetivo: Conscientizar pais e alunos sobre a importância da
conservação do meio ambiente

Para saber mais:blog - www.biotav.blogspot.com ou
biotav@gmail.com.br

Publicado em 25/09/2011

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Ford mistura tamagotchis e Facebook para criar eco-crianças



Você se lembra dos tamagotchis, aqueles bichos virtuais que eram febre entre as crianças na década de 90? A Ford Brasil usou essa ideia, junto com a maior rede social do mundo, para chamar a atenção dos adultos do futuro.

Como no brinquedo, você precisa tomar conta do seu Terragochi e responder perguntas sobre o meio ambiente para que ele melhore cada vez mais.
Para jogar o divertido aplicativo, clique aqui.

Ford Brasil via Nosso Mundo Sustentável | Imagem: Divulgação

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Igreja de papelão substituirá catedral derrubada por terremoto


Quando um terremoto de magnitude 6.3 atingiu Christchurch, na Nova Zelândia, em fevereiro, a catedral da cidade construída em 1864 veio abaixo. Enquanto muitos milhões de dólares e anos de trabalho não podem ser dispendidos, o arquiteto japonês Shigeru Ban vai construir um substituto temporário – com papelão.
A estrutura terá 24m de altura, quase a mesma altura da catedral original; a capacidade será de 700 pessoas; e será usada pela comunidade e por grupos musicais. O formato de A dos tubos que formarão a catedral tem uma explicação simples, garantir resistência, e também passam por um tratamento contra água e fogo.

Apesar do papelão, os tubos não ficam nada leves, pesando 500Kg cada, e serão construídos localmente, assim como a janela de vidro na frente. O alicerce será feito com contêineres.

Para que ninguém duvide da capacidade disso tudo dar certo, lembro que o arquiteto Shigeru Ban já é conhecido por usar papelão em seus projetos, por ser reciclável e muito resistente (depois de tratado). Em seu currículo está outra igreja de papelão em Kobe, no Japão, depois do terremoto de 1995. Esta foi desmontada e reciclada em 2005.

 A estrutura de US$ 3,5 milhões deve ficar pronta antes do terremoto completar um ano, em 22/02/2012 – falta apenas à câmara municipal de Christchurch decidir o local da a construção. Assim como a japonesa, esta igreja pode ficar na cidade por dez anos ou até a igreja anglicana original ser reconstruída.

Via The Telegraph via Architectizer via Gizmodo

sábado, 3 de setembro de 2011

Sombras do Lixo – Artista Cria imagens inacreditáveis com projeções de luz em pilha de lixo


A frase que diz “o lixo do homem, é o tesouro de outro homem“, faz todo sentido para a arte do casal inglês Tim Noble e Sue Webster, eles criaram uma nova modalidade de arte utilizando lixo e a projeção de luzes.



Os artistas criam uma espécie de escultura com lixo coletado pela ruas de londres e ao projetar luz nesta escultura são projetadas silhuetas a arte vem à vida e a sombra criada na parede gera uma imagem inacreditável e rica em detalhes.

É surpreendente imaginar que a silhueta perfeita é criada a partir de uma pilha de lixo e este contraste é exatamente deixa a arte tão incrível.





O trabalho de Tim e Sue foi uma iniciativa tão bem vista e elogiada artisticamente que foi incluído na exposição “Apocalipse: a beleza e o horror” na Academia Real de Arte Contemporânea.
É incrível ver o crescimento de arte e obras interessantes que nascem de uma ideia simples como reutilizar o lixo.

Fonte: Coletivo Verde