quarta-feira, 11 de julho de 2012

Camiseta inteligente muda de cor quando exposta a poluição


Diariamente estamos expostos a grande quantidade de poluição e não conseguimos mensurar ou sentir a curto prazo os impactos desta exposição em nossa saúde. Mas apesar de desapercebida esta exposição ao longo do tempo é extremamente danosa ao nosso corpo.

Para questionar e alertar sobre este problema os designers Nien Lam and Sue Ngo desenvolveram umacamiseta inteligente que muda a cor de sua estampa quando detecta poluição atmosférica.

As estampas são desenhos que representam o pulmão e o nosso coração, dois dos orgãos que mais sofrem com a poluição e logo que “percebem” as toxinas no ar mudam as cores de suas veias para uma cor azulada.
Detectando fumaça provindas de fábricas, carros e cigarros a camiseta alerta a pessoa de que aquele local esta poluido e que todas as pessoas ao redor estão expostas a toxinas.
Para criar este efeito é fixado um pequeno sensor de monoxido de carbono na camiseta que ao detectar poluentes envia sinais elétricos através de fios para a estampas dos orgãos. As estampas são feitas de tecido termocrômicos que ao receberem o calor dos fios muda de cor e criam o efeito na estampa.

Veja o video abaixo e assista a camiseta em ação:



Um trabalho bastante inspirador não?

Mais: NY Daily NEws
Via: Trendhunter

terça-feira, 10 de julho de 2012

Tênis super bacanas criados a partir da reutilização de vestidos e jaquetas



Criada pela designer Anna Zaboeva a empresa reutiliza o tecido de antigas jaquetas, saias e vestidos parar criar calçados exclusivos. O resultado é super bonito!


Todos os calçados são únicos e feitos a mão. Um detalhe super bacana é que todos eles possuem uma etiqueta contando a origem dos materiais e a porcentagem de materiais reciclados utilizados na produção. Bacana né?






Fonte: Coletivo Verfde

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Selos e pedaços de papel velho transformam-se em belas esculturas de borboletas


Rebecca Coles é uma artista que adora guardar selos usados e pequenos pedaços de papel, que de outra forma seriam jogados no lixo, e transformá-los em belas esculturas.


Mestre na arte do artesanato, o intuito de Coles, segundo a própria, “é manipular objetos comuns em um trabalho que convide o espectador a enxergá-los além de sua forma e contexto originais”.

O resultado é incrível e bastante fiel à visão da artista, que transmite em suas esculturas com perfeição a energia e a beleza do voo de inúmeras borboletas.

Confira alguns de seus trabalhos


Mais trabalhos da artista: http://www.rebeccajcoles.co.uk/

Fonte: Mymodernmet

quinta-feira, 21 de junho de 2012

A mandioca que vira copinhos




Os produtos de plástico são utilíssimos, a vida sem eles é impossível e os danos que causam ao meio ambiente são imensos. Até aí, nenhuma novidade. Segundo as estatísticas mais recentes, 150 milhões de toneladas desses produtos são fabricadas no mundo por ano e 95% delas vão parar em lixões, sem tratamento algum, ficando sujeitas a um processo de decomposição interminável. Uma solução pode estar na busca de um produto alternativo semelhante em tudo ao plástico, mas menos poluente. Estudos nessa direção estão avançando, e resultados já são vistos na produção de objetos - embalagens, garrafas, componentes de celulares, autopeças - feitos do chamado bioplástico. Assim como os plásticos convencionais, os bioplásticos são feitos de polímeros, e as propriedades e características dos dois (vida útil, resistência a choques e variação de temperatura) também se assemelham. A diferença está na matéria-prima: enquanto o convencional vem do petróleo, o "ecológico" é obtido da natureza, em grande parte na agricultura: da cana-de-açúcar, do milho, da mandioca, da batata e outros.

A maior vantagem do bioplástico é amenizar o aquecimento global provocado pela emissão de gás carbônico. Cada quilo de plástico feito a partir de petróleo libera cerca de 6 quilos de gás carbônico. Com os plásticos verdes acontece o contrário: cada quilo produzido representa a absorção de 2 a 2,5 quilos de gás carbônico devido à fotossíntese dos produtos agrícolas usados na sua composição. Também demandam bem menos energia na sua produção. Além disso, são 100% recicláveis e 70% deles são biodegradáveis e compostáveis - decompõem-se sozinhos, em 180 dias, em média.

Dois problemas ainda travam a expansão da indústria de bioplásticos. Um deles, a necessidade de mais pesquisas, vem sendo amenizado com o desenvolvimento de projetos no mundo todo. Entre os muitos usos do produto, já estão em fase de teste no mercado uma bola de golfe que se degrada e vira comida de peixe se cair na água, uma goma de mascar que não gruda e, num futuro mais distante, um filme invisível que envolve as frutas, impede que elas estraguem rapidamente e pode ser ingerido. Já o outro problema é mais complicado: ainda é muito caro produzir o plástico verde. A maior parte das empresas que atuam no setor está utilizando a cana-de-açúcar - a Braskem, no Rio Grande do Sul, produz 200 000 toneladas por ano de plástico derivado de polietileno formado a partir do processo de desidratação do etanol. Situada em São Carlos, no estado de São Paulo, a CBPak utiliza matéria-prima mais inusitada: produz atualmente 300 000 bandejas e copos de plástico para embalar alimentos feitos a partir de amido de mandioca e espera faturar 10 milhões de reais neste ano.

"Trata-se de um negócio que ainda está engatinhando e que enfrenta duas barreiras: o preço e a produtividade", diz Claudio Rocha Bastos, fundador da CBPak, que tem planos ambiciosos de ampliar sua produção em dez vezes. Embalagens ecológicas podem custar até o triplo das de origem fóssil e, mesmo tendo atingido, em 2011, a marca de 1 milhão de toneladas, a atual produção mundial não representa nem 1% do mercado de plásticos.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Alteração no transporte pode reduzir gás do efeito estufa

A utilização dos modais ferroviário e hidroviário no transporte de açúcar e etanol no Brasil pode levar, em três anos, à emissão de menos 6,6 milhões de toneladas de gás carbônico (CO2), um dosGases do Efeito Estufa (GEE).

A estimativa faz parte de pesquisa da economista Maria Andrade Pinheiro, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba. Atualmente, a maioria dos trajetos utiliza o modal rodoviário, segundo maior consumidor de energia e responsável por 58% das cargas transportadas no País.

A pesquisadora estimou os benefícios da redução das emissões de gases de efeito estufa a partir da mudança da matriz de transporte nacional, implicando assim uma utilização mais eficiente, tanto em termos energéticos como em termos econômicos, dos modais de transporte no setor sucroenergético (produção de açúcar e etanol).

O estudo avaliou o sistema atual de transporte, identificando os principais corredores rodoviários, ferroviários e hidroviários utilizados para o transporte dos produtos dos complexos sucroenergético e identificou as configurações que reduzam as emissões de gases de efeito estufa por tonelada transportada.

Segundo a pesquisa, orientada pelo professor José Vicente Caixeta Filho, do Departamento de Economia, Administração e Sociologia (LES), tanto o açúcar como o etanol possuem uma enorme demanda potencial, que necessitará de uma malha de transporte mais equilibrada e limpa, pois a não ampliação das vias de escoamento pode gerar problemas não só financeiros como tambémimpactos perversos ao meio ambiente. O trabalho foi apresentado no Programa de Pós-graduação em Economia Aplicada da Esalq.

Maria afirma que a expansão da malha ferroviária e hidroviária para o caso do açúcar e da dutoviária no caso do etanol, propicia uma redução das emissões de CO2 a cada tonelada de carga transportada, bem como a diminuição do custo de transporte envolvido no seu escoamento.

"Além disso, as obras de infraestrutura poderão gerar benefícios econômicos e ambientais para o setor, pois esses poderão conquistar créditos de carbono e comercializá-los no mercado de carbono, assim como novos mercados consumidores, pois o produto terá uma marca sustentável e, por fim, contribuir para que o Brasil cumpra suas metas voluntárias de redução das emissões de gases de efeito estufa", explica.

EMISSÕES
Os dados do trabalho mostram que, no período de três anos, será possível reduzir as emissões no transporte de açúcar e etanol em 6,6 milhões de toneladas de CO2 e R$ 3,3 bilhões. "Se considerarmos a redução das emissões previstas pelo setor sucroenergético para 2020 que é de 112 milhões de toneladas, a mitigação anual de 2,2 milhões de toneladas de CO2 obtida através da transferência de modalidade para o escoamento de açúcar e do etanol equivaleriam a quase 2% dessa meta" afirma a economista.

"Em termos monetários esta seria uma economia com a logística que teria como ponto direto uma melhoria na competitividade dos produtos, sem levar em consideração os benefícios que um transporte mais sustentável traria para a sociedade e para a imagem do setor". Entretanto, Maria ressalta que não basta, apenas, as obras ficarem prontas. São necessários incentivos ao embarcador para o uso de modais alternativos ao rodoviário.

"Além de a infraestrutura estar disponível para ser utilizada é indispensável que sejam adotadas medidas que tragam segurança para que os embarcadores optem por esse tipo de transporte", observa. "É preciso ainda que sejam resolvidos problemas mais estruturais como os de diferença de bitola, falta de vagões para o embarque e direito de passagem entre as concessionárias das linhas férreas".

Segundo a economista, não se pode desconsiderar também que o valor do frete a ser praticado tenha preços relativos competitivos entre os modais, considerando as características especificas de cada um deles e tenha consenso com a realidade do mercado e que os produtores e compradores tenham segurança de que a carga chegará ao seu destino sem extravios e nos prazos estipulados. "Sem a melhoria desses fatores não haverá ampliação da malha intermodal que fará com que seu uso torne-se mais intenso", conclui.

Fonte: Planeta Sustentavél

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Cuidar do lixo que produzimos é um dos primeiros passos para um mundo mais verde






Até algum tempo atrás, falar de lixo era algo que parecia estranho, sem cabimento e fora de contexto no nosso dia a dia. Lixo, aquela coisa que sobra, você junta em um saco plástico e manda embora no caminhão do serviço público de coleta. E depois que o lixo saiu da sua casa, não é mais problema seu e em breve ele estará em um canto bem longe, sem te incomodar. E falar sobre lixo aliado à cidadania? Mais estranho ainda. De que forma, algo considerado com sujo e que era desprezado poderia contribuir para que você se tornasse um ser humano melhor e mais consciente?

Mais uma vez, o que chama atenção é o fator “desprezo”. Assim como diversas outras questões que hoje em dia estão em destaque na mídia (podemos citar as fontes de energia alternativa, as regulamentações ambientais e por aí vai), algo que não tinha muita importância no nosso cotidiano, passa a ser discutido, divulgado e pensado em conjunto. Infelizmente, muita gente ainda pensa no lixo da forma que foi citada logo no início deste texto e isso é algo que precisa mudar.

O ato de pensar em conjunto que faz a diferença para que ações coletivas em relação ao lixo se tornem intrínsecas à nossa condição de cidadãos educados, conscientes e politizados.

A relação entre lixo e cidadania tem início nas atitudes mais básicas e o ponto de partida é uma frase clichê, mas, que pelo fato de ser clichê, não deixa de ser importante: “Não jogue lixo no chão”. De um ponto de vista pessoal, jogar lixo no chão é um dos maiores sinais de falta de educação que pode demonstrar um ser humano. Se a pessoa não cuida do lixo em um ambiente público e não se constrange em ser tachado como mal educado arremessando guimbas de cigarro e latas de cerveja das janelas de veículos, jogando papel de bala e cuspindo goma de mascar no chão, será que ela se preocupa em cuidar do lixo em casa? Será que se preocupa com o impacto de suas atitudes no meio ambiente e na sociedade?

Cidadania é uma questão de educação básica, de cuidado com o que é público, de consciência sobre deveres e direitos e também de educação. Ser cidadão é cuidar do planeta e isso inclui o cuidado com tudo e com todos que nele habitam. Cabe ao governo educar, criar campanhas de conscientização, instaurar a coleta seletiva nos municípios, dar o tratamento adequado aos resíduos e criar programas de redução, reaproveitamento e reciclagem do lixo, mas também cabe ao cidadão fazer a sua parte. Toda mudança só é verdadeira se começa de dentro, com vontade e dedicação. Reduzir, Reutilizar e Reciclar, aliados a uma educação consciente, são os elos de ligação na relação entre Lixo e Cidadania.
Um exemplo que engloba Lixo, Cidadania e Educação

A questão do tratamento do lixo ainda é algo complexo no Brasil e no mundo e muito se discute sobre os impactos de aterros sanitários e lixões, alega-se que estes são contaminadores de solos e rios e grandes inimigos do meio ambiente. A medida mais eficiente que pode ser tomada em relação ao lixo não é aterrá-lo, incinerá-lo ou deixá-lo ao ar livre. No momento, o que cabe ao lixo é repensar o seu tratamento, sua destinação e sua importância social.

Bons exemplos devem ser sempre lembrados e divulgados e por isso citaremos aqui a SLU – Superintendência de Limpeza Urbana – de Belo Horizonte, uma autarquia municipal que trabalha com o conceito de que lixo é sinônimo de trabalho e de inserção social, dando atenção especial à coleta seletiva e à reciclagem.

Desta forma, a SLU trabalha com um Modelo de Gestão de Resíduos Sólidos, cujo objetivo é reduzir a produção do lixo encaminhado para o aterro sanitário, diminuir os impactos ambientais negativos e levar benefícios sociais à população.

Além de criar políticas de coleta, distribuição e destinação do lixo, a SLU desenvolve projetos sociais que beneficiam toda a população. Dentre os diversos projetos da SLU está a UEA – Unidade de Educação Ambiental – que é um espaço interativo para a realização de atividades com enfoque na educação para limpeza urbana e reciclagem de resíduos.

“A Lei Orgânica do Município estabelece que o material proveniente da coleta seletiva domiciliar deve ser destinado prioritariamente para os catadores. O entulho originado da construção civil é processado e reaproveitado, os alimentos em condição de consumo são destinados ao Banco de Alimentos e os demais resíduos orgânicos são processados em uma usina de compostagem.” – Fonte: Site da SLU

Na UEA são atendidas as mais diversas parcelas da população (professores, trabalhadores em educação, estudantes de todos os graus, catadores, carroceiros, servidores da limpeza pública, empresas, instituições, condomínios, associações, lideranças comunitárias, ONGs e grupos organizados). Através de teatros, palestras, aulas, exposições e oficinas, os visitantes da UEA aprendem sobre a importância do pensamento coletivo, da educação ambiental e da inclusão social para a questão do tratamento do lixo.

No mesmo espaço da UEA, ainda funcionam uma Estação de Reciclagem de Entulho de construção civil e o programa de Compostagem de Resíduos Orgânicos.

Projetos que fazem uma visita valer a pena.
As visitas à UEA podem ser agendadas pelo e-mail dvelu@pbh.gov.br ou pelo telefone 156.

Fontes: Coletivo Verde /Link externo: Portal PBH
Fotos: Lusi / Creative Play Plus