quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Manual da limpeza verde

Uma boa maneira de começara cuidar do grande lar chamado Terra é prestar mais atenção ao pequeno planeta que é a nossa própria casa. Limpar de forma mais responsável o lugar onde moramos não exige mudanças drásticas. É apenas uma questão de hábito. Com um pouco de bom senso, podemos privilegiar, entre a avassaladora oferta de produtos que abarrotam as prateleiras dos supermercados, itens que, de alguma maneira, seguem os preceitos da sustentabilidade.

Já existem, por exemplo, fórmulas de sabão em pó e higienizadores multiúso propositalmente mais concentradas, ou seja, que necessitam de menor quantidade de água para dar os efeitos desejados.

Sem falar nos artigos acondicionados em embalagens mais compactas e, em alguns casos, recicláveis, iniciativa que reduz o desperdício de matéria-prima e o acúmulo de lixo. Por outro lado, ainda não há no país nenhum parâmetro oficial que classifique os produtos de limpeza como 100% sustentáveis. Essa avaliação deveria levar em conta todos os estágios envolvidos na fabricação — extração da matéria-prima, processo de produção, transporte, uso e descarte. Logo, o ideal é que o consumidor fique atento aos selos de certificação impressos nas embalagens. Eles atestam o cumprimento de, pelo menos, alguns desses critérios. Outra maneira de introduzir no lar a faxina amigável é copiar os truques usados – com ótimos resultados – por nossas avós. Sim, resgatar receitas caseiras que neutralizam a sujeira e liquidam germes e bactérias não só reduz os gastos do mês como pode ser um bom exercício de criatividade e consciência ecológica.

FAÇA VOCÊ MESMA

1. Para retirar a sujeira que adere ao fundo das panelas (sem estragar o esmalte!),
coloque água e quatro colheres de sopa de vinagre dentro do utensílio. Leve ao fogo e deixe ferver. Na hora da lavagem, o grude vai embora com mais facilidade e menor quantidade de sabão.

2. Com o tempo, as louças de vidro vão perdendo o brilho, mas é possível recuperá-lo sem a intervenção de substâncias químicas. Basta mergulhar as peças em uma bacia com água e algumas gotas de vinagre e deixá-las de molho por cerca de meia hora.

3. Para limpar a parte interna da geladeira, o uso de produtos industrializados é desaconselhável, pois liberam compostos orgânicos voláteis (VOCs), o que pode prejudicar a saúde de quem ingere os alimentos guardados ali. Portanto, na hora da limpeza, prefira a mistura de água, bicarbonato de sódio e sabão em pedra.

4. Uma das tarefas mais chatas na cozinha é eliminar a gordura do fogão. Para facilitar essa missão ingrata, coloque um pouco de vinagre sobre a parte suja e deixe o líquido agir por 15 minutos.

5. Roupas brancas ficam naturalmente amareladas. Para reverter essa sina, antes de lavá-las, coloque as peças de molho em uma bacia com água e pedaços de limão.

BONS HÁBITOS

6. De tempos em tempos, separe para doação modelos que você não usa há tempos e, portanto, só servem para atravancar o guarda-roupa. Além de ajudar outras pessoas, você diminui as chances de aparecer mofo dentro do móvel, pois haverá espaço para a
circulação do ar.

7. Para reduzir a sujeira no chão, nos tapetes e nos carpetes, a mais simples das dicas é tirar os sapatos antes de entrar em casa. Pasmem: 70% da poeira acumulada no lar vêm dos calçados. Estudos garantem que trazemos da rua vários resíduos microscópicos que
não só emporcalham os ambientes mas também prejudicam nossa saúde. Fique atenta!

8. Bichos de estimação também são responsáveis pela sujeira que se deposita no chão. Na hora de limpar as fezes de cães e gatos, o ideal é recolher os dejetos com uma folha de jornal e jogá-los na privada – sem o papel, claro. Dessa maneira, podem receber o tratamento ideal, mas, se forem descartados no lixo comum, vão para aterros a céu aberto, onde liberam metano, gás poluente envolvido até o pescoço no quadro do efeito estufa.

9. Não há necessidade de usar lenços umedecidos e papel toalha na faxina. O infalível pano de algodão, embebido em água e sabão, tem o mesmo efeito e agride muito menos o meio ambiente.

10. Depois da limpeza, nada como um cheirinho bom no ar. Em um borrifador, coloque álcool e um punhado de cravos-da-índia. Deixe o preparado descansar por alguns dias e, depois, pulverize os cômodos. A mistura ainda afasta os insetos.

ATENÇÃO NO SUPERMERCADO


11. Antes de eleger qualquer artigo de limpeza, procure por selos de certificação na embalagem. Esse aval garante que a fabricação respeitou as condições socioambientais e que zela tanto pelo bem-estar do meio ambiente quanto das pessoas.

12. Adquira o hábito de ler a composição dos produtos. Alguns itens químicos são muito mais prejudiciais à saúde e à natureza do que outros. O fosfato, por exemplo, que faz parte do composto STPP, ao ser dissolvido na água, multiplica a proliferação das algas marinhas, que absorvem muito oxigênio do oceano. Resultado: o ecossistema se desestabiliza.

13. Privilegie as mercadorias comrefil. Eles não resolvem totalmente o problema dos resíduos, mas economizam na embalagem. Detalhe que poupa recursos naturais e, de
quebra, seus gastos.

14. Optar por sabão feito de óleo de cozinha usado, em vez de detergente comum, é um alento para o planeta. Esse artigo não é vendido em mercados convencionais, mas pode ser comprado em ONGs ou, ainda, fabricado em casa.

15.
Finalizada a lista de compras, reserve um tempinho para repensar a necessidade de cada item de limpeza. Você concluirá que apenas um deles – como, por exemplo, o álcool
– pode substituir outros tantos produtos para fins específicos.

ATITUDES TAMBÉM CONTAM


16. Fechar a torneira enquanto ensaboa a louça é fundamental para economizar água e não requer esforço algum, apenas boa vontade.

17. Para poupar esse recurso tão vital, procure ainda reutilizar a água que sobra na máquina de lavar após a limpeza das roupas. Use-a para enxaguar os pisos e os carros. Dê uma trégua para a mangueira, por favor!

18. Quando for descartar o lixo no final da faxina, não deixe de separá-lo para reciclagem. Além disso, saiba que restos de comida viram ótimo adubo para as plantas. Já o óleo de cozinha usado pode ser doado para ONGs especializadas em transformálo
em biodiesel e sabão.

19. Usar sacolas plásticas para descartar o lixo pode até ser prático, mas provoca grandes danos ambientais. Que tal gastar um pouco mais e comprar sacos biodegradáveis?

20. Depois que tudo estiver em ordem, reserve um tempo para cuidar de você mesma. Afinal, de nada adianta deixar a casa brilhando se a “faxina interna” continua pendente.

Fonte: Planeta Sustentável


domingo, 5 de dezembro de 2010

Blusa transformer vira sacola ecológica ao fechar um zíper

Tira a blusa, vira pra cá e pra lá, fecha um zíper e pronto, você tem uma bolsa. Chamada de “Wear Me Bag” (Bolsa me use), a proposta sustentável da designer Rotem Lewsinsohn surgiu quando ela resolveu inovar ao evitar o uso das sacolas plásticas em um supermercado para levar a comida para a casa, afirma a Yanko Design.

A “Wear Me Bag”, assim como outras propostas de produtos vários-em-um, ajuda a reduzir o número de bens produzidos, e consequente necessidade de matéria prima, além é claro de ser uma sacola reutilizável muito elegante.

No Brasil, quase 10% de todo o lixo é composto por sacolas plásticas, e para produzir uma tonelada deste material são necessários 1.140 kw/hora (mesma energia utilizada por 7600 casas, com lâmpadas econômicas acessas por 1 hora).




Conscientização e praticidade andando cada vez mais juntos.

Fonte: Eco4planet

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

SEMAM promove campanha de recolhimento de resíduo eletrônico

A Secretaria de Meio Ambiente de Santos irá realizar uma campanha para recolhimento de resíduo eletrônico no município entre os dias 22 a 27/11/10. Celulares, aparelhos de DVDs, computadores, monitores e demais equipamentos eletrônicos inservíveis e demais componentes poderão ser descartados em 13 ecopontos espalhados pela cidade. Todo material recolhido será destinado de forma correta pela empresa Reciclo Ambiental.

Com essa ação a SEMAM pretende despertar a consciência ambiental dos males que esses materiais podem causar ao contaminar o solo e lençóis freáticos por substâncias tóxicas como mercúrio, chumbo, cádmio, belírio, arsênio e também debater com a sociedade a questão da logística reversa, que responsabiliza as empresas pelo recolhimento de produtos descartáveis proposta pela Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Instituída pela Lei Federal 12.305 de 02 de agosto de 2010, a PNRS reúne princípios, objetivos, instrumentos e diretrizes para a gestão dos resíduos sólidos. O projeto de lei, que tramitou por mais de 20 anos no Congresso Nacional até que fosse aprovada, estabelece a integração de municípios na gestão dos resíduos e responsabiliza toda a sociedade pela geração de lixo.

 
Locais para a entrega de equipamentos eletrônicos inservíveis e componentes

01- Estação Cidadania - Av. Ana Costa, 340
02- Colégio Objetivo - Unidade do Embaré - Bartolomeu de Gusmão, 42
03- Colégio Objetivo - Ponta da Praia - Av. Senador Cesar L. Vergueiro, 81
04- Jardim Botânico – DEPAV  - R. João Fracarolli, S/N
05- Coprovida – Coodenadoria de Proteção à Vida Animal - Av. Nossa Senhora de Fátima, 375
06- Unip - Universidade Paulista, Av. Rangel Pestana, 147
07- SESC Santos, Av. Conselheiro Ribas, 136 
08- UME Olivia Fernandes - Pça Fernando Prestes, S/N
09 - UME Leonor M. Barros - Pça Fernandes Pacheco, S/N
10- Jornal A TRIBUNA – Abv. João Pessoa, 341
11- Regional Caruara - DEAR-AC
12- UNIÃO IMPERIAL - R. São Judas Tadeu, 20
13 - Regional dos Morros - DEAR-M, Av. Santista, 2.042
 
Fonte: SEMAM

Coca-Cola lança garrafa mais ecológica

No último dia 25, a Coca Cola lançou a PlantBottle, uma garrafa PET que diminui em 25% o CO2  emitido durante a fabricação.

Sobre a embalagem

Trata-se de uma embalagem feita de PET no qual o etanol da cana-de-açúcar substitui parte do petróleo utilizado como insumo. Por ter origem parcialmente vegetal - 30% à base da planta -, a novidade reduzirá a dependência da empresa em relação aos recursos não-renováveis, além de diminuir em até 25% as emissões de CO².

Sem mudança de propriedades químicas, cor, peso ou aparência em relação ao PET convencional, a PlantBottle é 100% reciclável e já entra na cadeia de reaproveitamento de materiais consolidada no País desde sua chegada ao mercado.

“Ao substituir parte do petróleo usado na fabricação do PET por etanol de cana-de-açúcar, um recurso absolutamente renovável e abundante no País, a Coca-Cola Brasil inaugura uma nova era para as embalagens plásticas”, afirma Xiemar Zarazúa, presidente da Coca-Cola Brasil.

Além dos benefícios ambientais - a expectativa é que, em 2010, a produção inicial das garrafas PlantBottle resulte na redução de uso de mais de cinco mil barris de petróleo -, o uso da nova garrafa também traz vantagens à economia do Brasil.

Segundo Rino Abbondi, vice-presidente de Técnica e Logística da empresa, "a cana-de-açúcar é a fonte mais eficiente para a fabricação de etanol. Com este quadro, o Brasil coloca-se como futuro exportador de bio-MEG (componente feito com cana de açúcar, usado na PlantBottle), fomentando assim a geração de empregos e alavancando o setor sucroenergético do País.

O Brasil é um dos primeiros mercados a adotar a PlantBottle e acreditamos que, com isso, a Coca-Cola Brasil e seus fabricantes incentivam as demais indústrias a tomar medidas semelhantes. Vale destacar que 100% das embalagens de PlantBottle de todo o mundo usará etanol brasileiro”.




Fonte: Exame e Ciclo Vivo

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Água na Oca

Mega exposição que abre dia 26 tem um total de 29 obras e instalações que tratam das relações do homem com o bem que possibilita sua perpetuação no planeta: a água

 

A partir do próximo dia 26 será aberta no Parque do Ibirapuera a exposição Água na Oca, organizada pelo Instituto Sangari do Brasil, em parceria com o Museu de História Natural de Nova York. Aliando ciência, arte e tecnologia, a mostra traz instalações interativas, obras de arte, peças de acervo museológico, aquários reais e virtuais, fotografias e instalações audiovisuais que ocupam os 8 mil m² do pavilhão da Oca. A mostra é dividida por temas, de acordo com cada andar do pavilhão.

O segundo pavimento da exposição, chamado de A Última Fronteira. O subsolo é o andar dedicado às obras de arte. Este piso, chamado de  Desaguar, apresenta cinco obras encomendadas a artistas brasileiros: à dupla Leandro Lima e Gisela Motta, a Sonia Guggisberg, a Laura Vinci, a Márcia Xavier, e ao trio Rejane Cantoni, Raquel Kogan e Leonardo Crescenti.

No térreo fica o Mundo d’Água, que trata das relações entre a água, a vida e o planeta, suas propriedades, problemas e potenciais. Neste espaço é possível conhecer as diferentes relações entre a água e os seres vivos.

No primeiro andar, os visitantes são conduzidos por uma instalação que simula uma casa durante uma tempestade e a ameaça da enchente. A exposição vai ainda abordar as ameaças da pesca predatória. Intitulado Infiltração, esse andar apresenta a relação entre a água e a cidadania, a política e a consciência ambiental e individual sobre nosso papel e as nossas vulnerabilidades.

A zona abissal (as profundezas do mar) é a grande atração do segundo andar do prédio, chamado de A Última Fronteira. Embora hoje seja possível chegar a cerca de dez quilômetros de profundidade, o fundo do mar ainda não foi alcançado. Neste espaço, um vídeo levará o espectador a diferentes lugares, desde os recifes de coral até as partes mais obscuras do oceano.

A parceria do Instituto Sangari com o Museu de História Natural de Nova York é antiga, e já trouxe ao Brasil as mostras Darwin, Revolução Genômica e Einstein, que juntas receberam quase um milhão de visitantes.

A exposição, que fica em cartaz na Oca até o dia 8 de maio, tem curadoria artística de Marcello Dantas e curadoria científica liderada por Gustavo Accacio e Mário Domingos. A censura é livre e há serviço de visita monitorada para escolas e grupos infantis.

Serviço

Local: Pavilhão Lucas Nogueira Garcez (Oca)  Av. Pedro Álvares Cabral, S/Nº – Portão 3, Parque do Ibirapuera

Horários: terças a sextas-feiras das 9h às 18h (bilheteria até as 17h); quintas-feiras das 9h às 21h (bilheteria até as 20h); sábados, domingos e feriados das 10h às 20h (bilheteria até as 19h).

Preços: R$ 20,00 (estudantes e professores com comprovantes pagam meia-entrada); menores de 7 e maiores de 60 anos com documento não pagam.nNo último domingo de cada mês, a entrada é gratuita.

Agendamento para escolas pelo telefone (11) 3883-9090 ou pelo e-mail exposicao@divertecultural.com.br

Fonte: Estadão

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Série Planeta Terra estreia na TV Cultura


Com a intenção de mostrar na tela as belezas naturais que precisaríamos rodar o mundo para conhecer pessoalmente, a BBC produziu a série Planeta Terra, que é composta por 11 documentários ambientais que revelam os encantos da nossa fauna e flora nos mais diversos ecossistemas, como cavernas, desertos, selvas, oceanos, florestas e montanhas.

A série – que, inclusive, já ganhou o prêmio Emmy de televisão – será exibida diariamente no Brasil, pela TV Cultura a estréia aconteceu hoje, dia 15 de novembro.. Os documentários serão subdivididos e exibidos em 22 programas, que terão duração de 30 minutos e imagens em alta definição.

Série Planeta Terra
Estreia: 15 de novembro
Horário: segunda a sexta-feira, às 19h45
Duração: 30 minutos
TV Cultura

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

SP exibe curtas-metragens sobre aquecimento global

Na próxima quinta-feira, dia 11 de novembro, o Cine-clube Socioambiental Crisantempo exibirá uma série de curtas-metragens internacionais que falam sobre assuntos relacionados ao problema das mudanças climáticas no planeta.

No total, seis mini-documentários serão apresentados em uma única sessão, que durará cerca de 60 minutos. Entre os curtas-metragens está o “A História do Cap & Trade”, que faz parte da famosa série The Story Of Stuff, criada pela ambientalista Annie Leonard.

A partir de animações divertidas, o vídeo explica um pouco a respeito do Cap and Trade e aponta falhas nesse sistema econômico. A intenção de Annie é convencer os espectadores de que existem soluções muito mais eficazes e menos arriscadas no combate ao aquecimento global. (Para saber mais sobre o filme, leia o post Cap and Trade: a solução para o aquecimento?)

A programação completa do Cine-curtas do Crisantempo está disponível no site da iniciativa. A entrada é gratuita e a organização do evento aconselha que os interessados em assistir à sessão cheguem com 1 hora de antecedência no local para garantir o ingresso.

Sessão de curtas sobre aquecimento global
Data: 11 de novembro
Horário: a partir das 20h
Local: Cine-clube Socioambiental Crisantempo
Endereço: Rua Fidalga, nº 521,Vila Madalena – São Paulo/SP